segunda-feira, 8 de julho de 2013

Medo - Culpa/Julgamento - Erro/pecado


As consequências da opção pela

mentalidade errada, "o ego", são:


O medo;  a culpa/julgamento  -  
o erro/pecado.

O medo origina a crueldade, 
porque quando  temos medo, atacamos
por defesa.
O conflito é sempre uma expressão de medo!
O medo significa que temos  consciência da nossa fragilidade.
Sentimos medo, porque não estamos completos, falta-nos o amor, o poder, a força,a companhia e as certezas, da nossa essência.
Enfim, sentimos falta da nossa Paternidade, que nos é tão intrínseca, que nem o sonho  consegue apagar.
O medo,é portanto uma consequência da separação.

O ego faz as crenças, baseado em valores que ( como já sabemos são impostos pela família e pelo meio em que vivemos.) por isso cada ego reage à sua própria maneira.
Cada um sente a culpa, conforme os valores que reconhece!

A culpa e o julgamento vivem no passado, nunca estão no presente!

A culpa faz a projecção porque, ao regeitá-la, o ego projecta-a no outro, para que não pensemos nela.
O que não aceitamos em nós, descartamos para os outros e assim, nasce o julgamento!

O julgamento não é mais do que a projecção da nossa culpa!

Vemos nos outros, portanto, o espelho do que temos que corrigir em nós próprios.
O que fazemos a nós, imaginamos que os outros nos fazem.
A vida, pelas regras do ego, não passa de uma crença na escassês, na perda e na morte! Agravada pelo facto de que, nunca está no presente. 

Vivemos do passado e projectamos no futuro o passado! 

Vivemos criando situações que lamentamos e não conseguimos saír delas, queixamo-nos, imaginamos o mal que temos ainda que passar, esquecendo que é no presente que está toda a perfeição. O passado não existe e o futuro também não, só o presente espera por nós, só o presente existe e é eterno!


Tornamo-nos assim, eternas vitimas das nossas próprias criações, acusando Deus de todos os nossos infortúnios!

A culpa e o julgamento, traduzem-se em erro/ pecado.

O erro, implica que tem correcção. 
O Pecado, também um erro mas eterno. Portanto sem nenhuma hipótese de correcção.
Ambos são profundamente ilusórios, e mostram uma realidade aparente, porque o erro,  ou o pecado que vês no outro, é o pecado que condenaste em ti. Quando vês algo que te incomoda nos outros, esse algo está somente em ti!

Não se enganem os que dizem:
Eu nunca roubaria! Eu nunca mataria! Eu nunca odiei! Eu sou piadosa! Eu sou humilde!
Todas estas afirmações são egóicas e facilmente identificadas como tal.
Não sentimos todos pena, dos que estão mais abaixo de nós?
Não somos todos tão caridosos, com os necessitados?
E o que é isso senão arrogância e hipócrisia?
Seriamos nós capazes de dar, o que nos faz falta?
Não sentimos todos nós,  desejo e ambição?
E o que é isso senão a intenção secreta de  roubar?
Não sentimos todos nós raiva, ira, ódio e desejo de vingança?
E o que é isso senão a vontade secreta de matar?

Cada vez que atacamos, que agredimos, que julgamos, estamos matando, a nós próprios!

A culpa, o julgamento e o medo, causam desajustamentos na mente, que originam a doença e esta, é o caminho para a morte!

Deus só tem um Filho, os erros que vemos nos outros são sempre os nossos erros! Não podemos perdoar a mais ninguém senão a nós próprios, porque não existe mais ninguém para perdoar!
Se pensas que podes perdoar a alguém, é o teu ego que está a falar!
Ninguém está isento, todos somos o mesmo e enquanto não desfizermos o ego que construímos, vamos viver sob os seus valores e as suas regras.

E, Para o desfazer, temos que reconhecer que: 
-Não há nada para tirar nem nada para perder, todos somos herdeiros e dar é tão bem aventurado como receber, porque quando se dá se ganha;
-Temos que reconhecer que pena  e misericórdia são sentimentos diferentes, porque se um rebaixa o outro eleva; 
-Temos que reconhecer que não há ninguém para matar nem para temer, porque nada alheio a nós nos pode causar dano.

Somos uma consciência una e indivisível, eterna e imortal, vestida por corpos que têm apenas como função  comunicar. 

Porque o ego se identifica com os corpos, eles  se atacam, supondo-se diferentes. 

Será isto vida? A vida tem que ser sempre este "morrer" a cada dia um bocadinho? esta guerra constante onde cada um tem que vencer para se afirmar?
Foi isto que recebemos como dádiva, de um Pai que nos ama?
Não!!! nós não vivemos, sonhamos, porque a vida é muito mais do que isto!

E, enquanto sufocármos a nossa essência amorosa, não poderemos nunca alcançar a paz, que está implícita na "vida" que Deus nos deu, porque Ele é só amor e portanto, completa paz!




Todos os conceitos que aqui coloco são, a interpretação que faço de: Um-Curso-Em-Milagres.
Muitas vezes utilizando as palavras do mesmo.
Esta é a verdade que reconheço, mas a verdade não pertence a ninguém. A minha interpretação pode não ser a mais correcta. Por favor, caso encontrem alguma incongruência, me alertem. Estou aqui para aprender e todas as correcções, para mim, serão um ganho.
Em Unidade com tudo e todos
Namasté
Maria



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